
O coletivo Capoeira em Movimento Bahia (CMB) está em movimento! No último fim de semana, a caravana do CMB percorreu o interior do estado, fortalecendo as pontes entre capoeiristas e ampliando a mobilização para a terceira edição do Festival de Capoeira Ancestralidade e Resistência, que acontecerá em novembro deste ano.
Foram duas importantes agendas. Em Vitória da Conquista, o CMB marcou presença no II Festival de Capoeira Conquistaxé, reunindo mestres, contramestres, professores e praticantes da região sudoeste em rodas, oficinas, apresentações culturais e show de encerramento. Durante as atividades, o coletivo lançou o chamado: participar do Festival Ancestralidade e Resistência e reafirmar a capoeira como patrimônio vivo, memória de luta e espaço de organização social e política.
“A presença do CMB em Conquista é um movimento estratégico, porque a capoeira do interior também precisa estar nesse debate. Estamos convocando cada comunidade para fazer parte dessa construção coletiva. Resistir é isso, circular, dialogar e fortalecer as pontes”, afirma Jacaré DiAlabama, coordenador geral do CMB, idealizador do Festival Ancestralidade e Resistência e um dos oficineiros do Conquistaxé, que contou com o apoio dos deputados Fabrício Falcão, Alice Portugal e Rafael Oliveira, além do patrocínio do Governo do Estado.

Em Livramento de Nossa Senhora, o CMB participou do XIII Batizado Leva Eu pra Vadear, organizado por Mestre Topogigio, que faz parte da coordenação do CMB, além de grande agitador do movimento da capoeira no estado. A agenda incluiu rodas de capoeira, batizado e troca de cordas, além de uma importante vivência cultural com a comunidade quilombola de Rocinha, em uma ação coordenada pelo Contramestre Carlos, Professor André e Formado Ninho. O encontro reafirmou o compromisso do CMB com a preservação das tradições e com o fortalecimento das comunidades que fazem da capoeira um elo entre passado, presente e futuro.
A caravana do CMB começou em março deste ano e já passou pelas cidades Irecê, Macaúbas, Paramim, Queimadas, Conceição da Feira, Santo Amaro, Ilhéus e Buquira, marcando o início de um ciclo de mobilização para a terceira edição do Festival Capoeira Ancestralidade e Resistência. Além de um evento, um espaço transformador de luta pela valorização e reconhecimento da capoeira, de resgate e manutenção das tradições e valorização do legado deixado por nossos antecessores.